quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Estudante da rede municipal de Itaboraí vai à Suécia participar da Feira do Livro de Gotemburgo


Aluno da Escola Municipal José Ferreira, em Itambi, foi o autor do melhor texto da Olimpíada da Língua Portuguesa

Estudante do 7º ano de uma escola pública de Itaboraí, o jovem Ismael de Oliveira Barreto, 13 anos, vai realizar o sonho de conhecer a Suécia no fim deste mês. A viagem é um prêmio concedido pela Prefeitura após o menino vencer a etapa municipal da  Olimpíada da Língua Portuguesa, realizada em conjunto com o Ministério da Educação. Na sexta-feira (05/09), ele recebeu em sua casa, no distrito de Itambi, a visita do prefeito Helil Cardozo e de integrantes da Secretaria Municipal de Educação, incluindo a secretária, Susilaine Duarte.

"Fiz questão de vir aqui dar os parabéns ao Ismael, pela belíssima redação que ele escreveu, e que o fez vencedor e merecedor desse prêmio", disse o prefeito. "A viagem à Suécia é uma forma de ele ampliar ainda mais seu conhecimento, por meio do contato com uma cultura diferente e enriquecedora, e também de incentivar os outros estudantes a cada vez buscar melhorar seus desempenhos".

 Ismael viajará acompanhado de sua mãe, a dona de casa Joelma Barreto, e de uma equipe da Secretaria de Educação para participar da Feira do Livro de Gotemburgo. A viagem é realizada em parceria com a Editora ZL e a escritora Jô Ramos, que terão um estande no evento. Desta forma, o estudante poderá apresentar sua redação ao público e ter contato direto com outros autores e personalidades da literatura mundial.

 A notícia da viagem já fez de Ismael uma celebridade na Escola Municipal José Ferreira, onde ele estuda. Alunos e professores reconhecem o mérito do garoto, que escreveu sua redação, "Cheiro do passado", inspirado em histórias do distrito de Itambi contadas por sua mãe e também a partir de casos fictícios imaginados pelo próprio menino.

"Sempre gostei de escrever, mas nunca tinha pensado em participar de uma competição. Quando a professora falou qual seria o prêmio, eu me animei", afirmou Ismael.

 A Secretária de Educação, Susilaine Duarte, afirma que a ida de Ismael à Suécia fará com que os outros estudantes se interessem ainda mais pela leitura e pela escrita, já que a Prefeitura planeja manter o nível da premiação no ano que vem.

 "Alguns estudantes não acreditaram que seria possível que um aluno humilde, da rede pública, pudesse ganhar um prémio desses por causa de uma redação. A participação dos estudantes este ano foi boa, e tenho certeza de quek, no ano que vem, muitos deles vão procurar caprichar ainda mais. E nossos professores vão ressaltar a importância de se praticar a leitura para que se tenha sempre um bom resultado".

 Ao todo, 25 textos de estudantes do 5° ao 9° ano do Ensino Fundamental foram selecionados para a etapa final da Olimpíada em nível municipal. Coube à Secretaria Municipal de Educação e Cultura escolher o trabalho vencedor por meio de uma comissão julgadora composta por três integrantes, sendo dois professores de Língua Portuguesa - das redes municipal e federal - e a escritora Jô Ramos.

 Além de apresentar seu trabalho ao público no stand da ZL, Ismael ainda receberá um certificado de participação na Feira do Livro de Gotamburgo. Todos os procedimentos burocráticos para a viagem internacional já foram providenciados, com assistência da Prefeitura. Ao todo, 49 professores de 24 escolas municipais participaram da Olimpíada, totalizando 1.200 alunos.

Olimpíada de Língua Portuguesa

Uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec — Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, a Olimpíada de Língua Portuguesa está em sua 4ª edição, com o tema “Todas as vozes escrevendo um futuro melhor”. A olimpíada realiza um concurso de produção de textos que premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país.

Muitos textos são as histórias vividas pelos participantes, estudantes, professores e comunidades. São experiências em sala de aula ou fora dela, situações únicas e que marcaram a vida de gente dos quatros cantos do Brasil. Em Itaboraí, os alunos se inscreveram nas categorias: crônica, poema ou memória literária. As etapas da olimpíada são municipal, estadual, regional e nacional. O evento de premiação e festa final acontece no dia 1° de dezembro deste ano, em Brasília.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Itaboraí participa de formação em residência médica no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo


O município de Itaboraí foi selecionado para participar do curso de aperfeiçoamento em gestão de programas de residência médica no SUS (Sistema Único de Saúde). As aulas tiveram início neste mês em São Paulo e são realizadas através de uma parceria do Hospital Sírio-Libanês, por meio de seu Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP/HSL), com o Ministério da Saúde.

Apenas 100 cidades brasileiras integram o programa. De acordo com informações do Instituto, entre os critérios de seleção estão os municípios aprovados para abertura de cursos de medicina, que não possuem programas de residência médica, e que apresentem capacidade instalada potencial, como é o caso de Itaboraí.

O neurologista e subsecretário municipal de Atenção Básica, Ronaldo Veiga, e o coordenador do setor de Pediatria do Hospital Municipal Desembargador Leal Junior, Jorge Miguel, foram os profissionais selecionados para participar do curso. Os encontros presenciais acontecerão uma vez por mês (três dias consecutivos) até dezembro de 2014, na sede do Instituto Sírio Libanês, com complementação à distância pela plataforma do programa, ministrado por professores do próprio hospital e da Universidade de São Paulo (USP).

“Seremos os responsáveis por conduzir e supervisionar, através de orientação e acompanhamento, o desenvolvimento dos médicos residentes em nosso hospital. A ideia é assimilar o máximo de conhecimento e aplicá-lo em nossa rede hospitalar. Com isso, estamos estimulando nossos colegas a também buscarem conhecimento, se atualizarem”, afirmou Ronaldo Veiga.

O objetivo do projeto é contribuir para o processo de expansão e qualificação dos programas de residência médica no SUS, por meio da capacitação de profissionais de saúde na gestão desses programas. Outra meta é facilitar e disseminar processos educacionais na saúde, para a reorientação dos modelos de atenção e de formação, ampliando a abrangência e o impacto dos projetos no SUS.

Após o período de formação, os dois gestores de aprendizagem terão a missão de multiplicar o conhecimento, indicando mais dez médicos - cada um- para que sejam treinados, tornando-os facilitadores do projeto.

Alunos escritores serão destaque na 21ª Felicita - Feira do Livro de Itaboraí


Alunos da rede pública de Itaboraí também estão entre as estrelas da 21ª Felicita, a feira do livro que agita a cidade a partir desta quarta-feira (17/09). Lado a lado com autores como Ziraldo e Bia Bedran, os estudantes também terão espaço privilegiado no evento, onde lançarão livros contendo seus próprios trabalhos literários.

Uma coletânea com 25 textos de estudantes selecionados durante a etapa municipal da Olimpíada de Língua Portuguesa será lançado na Felicita. Entre os trabalhos está "Cheiro de passado", do jovem Ismael Oliveira, 13 anos, vencedor da competição na cidade e que está de malas prontas para participar da Feira do Livro de Gotemburgo, na Suécia, a partir do dia 25. Ismael ganhou a viagem como prêmio da Prefeitura, em parceria com a editora ZL e a escritora Jô Ramos, que terão um stand no evento.

Cada escola municipal também terá até quatro livros próprios expostos na feira, um de cada segmento: da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os exemplares foram produzidos pelos alunos, de forma artesanal. O conteúdo é inspirado nos artistas homenageados pela 21ª Felicita: os escritores Millôr Fernandes e Ana Maria Machado, o compositor Dorival Caymmi e o jornalista Heitor Costa.

O objetivo do investimento na produção literária dos estudantes, segundo o prefeito Helil Cardozo, é o de incentivar não apenas os alunos/escritores, mas também aqueles que, de início, não demonstram tanto interesse na literatura.

"Quando um aluno escreve um texto e é premiado com uma viagem à Suécia, como é o caso do Ismael, isso chama a atenção dos outros estudantes", afirma Helil Cardozo. "Da mesma forma, ver seu nome como autor de um livro e participar da Felicita como escritor aumenta a autoestima dos jovens e os incentiva a se interessar pela literatura".

21ª Felicita

Realizada pela Prefeitura de Itaboraí, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, a 21ª Felicita acontece de 17 a 20 de setembro no Clube Vera Gol. O evento, totalmente gratuito, conta com a presença de artistas como o cartunista Ziraldo, o músico Danilo Caymmi, a cantora Bia Bedran, a psicóloga e sexóloga Laura Muller (Altas Horas) e o humorista Reinaldo (Casseta & Planeta). Todas as palestras são destinadas aos estudantes, já previamente cadastrados. Entre as apresentações musicais estão a cantora Bia Bedran, a banda Suricato, o grupo Palavra Cantada e a dupla Glorinha e Renato, entre outros. O público em geral terá acesso aos shows e a um espaço com stands de diversas editoras, onde também ocorrerão intervenções artísticas.
Conheça a programação completa em www.felicita.itaborai.rj.gov.br

Serviço:

21ª Felicita - Feira do Livro da Cidade de Itaboraí
Data: 17 a 20 de setembro
Hora:
Dia 17, a partir das 18h30
Dias 18, 19 e 20, das 8h às 21h
Local: Clube Vera Gol - Av. 22 de Maio, 3428, Outeiro das Pedras - Itaboraí

EADI realiza sua 1ª Feira do Livro



            O Espaço de Desenvolvimento da Educação Integral (EADI) Professora Eliane da Silva Barbosa, no Centro de Itaboraí, promoveu sua 1ª Feira do Livro. Destinados aos aproximadamente 200 alunos do espaço, o evento contou com apresentações das modalidades trabalhadas pelos estudantes.

            Na programação, apresentação de balé, com a música "Dias Melhores", do grupo Jota Quest; e a banda marcial da Guarda Mirim, que  tocou as canções "Fico Feliz", de Aline Barros, "Whisky a Go Go", de Roupa Nova, dentre outras. Os alunos de teatro realizaram a dramatização da música "O que que a baiana tem?", de Dorival Caymmi, e a representação da vida de Heitor Costa, cidadão ilustre de Itaboraí, que faleceu em 2001. Além de apresentações de capoeira, taekwondo e coral.

            Recém-chegada à direção do EADI, Fátima Regina Almeida agradeceu o carinho e apoio da equipe e alunos.

"Obrigada por me receber tão bem e colaborar com o meu trabalho. Esta feira do livro interna vai ao encontro da proposta da Feira do Livro da Cidade de Itaboraí - Felicita - que homenageará Heitor Costa, Millôr Fernandes, Ana Maria Machado e Dorival Caymmi", destacou Fátima.

            Integrante da Guarda Mirim há três anos, Ronny Soares, 13 anos, participa de praticamente todas as atividades oferecidas pelo EADI e ressaltou o quanto já aprendeu no espaço.

"As minhas atividades preferidas são capoeira e banda. Gosto do ambiente e dos amigos que fiz aqui", disse o estudante do 7º ano da Escola Municipal Prefeito Milton Rodrigues Rocha, no Areal.

O EADI conta com aproximadamente 200 alunos, entre 6 e 15 anos, e 25 profissionais, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. São oferecidos aos estudantes da rede municipal de ensino aulas de balé, taekwondo, coral, capoeira, banda e teatro. Além de abrigar a Guarda Mirim, que ensina noções de ética, cidadania, cultura afro-brasileira (capoeira), recreação e inglês. O espaço visa contribuir com uma política educacional de Educação Integral, fomentando outros tempos e espaços na perspectiva de que o acesso à Educação pública seja contemplado pelos processos de permanência e aprendizagem com atividades ligadas ao esporte-lazer e arte-cultura no co

Itaboraí realiza 21ª Feira do Livro - Felicita


Ziraldo, Danilo Caymmi, Bia Bedran e Laura Muller estão entre os participantes do evento, que terá palestras, shows e stands de livros

O cartunista Ziraldo, o músico Danilo Caymmi, a cantora Bia Bedran, a psicóloga e sexóloga Laura Muller (Altas Horas) e o humorista Reinaldo (Casseta & Planeta) são algumas das atrações da 21ª Felicita - Feira do Livro da Cidade de Itaboraí - realizada pela Prefeitura de 17 a 20 de setembro. O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, será totalmente gratuito e conta com atividades diversas para estudantes e o público em geral.

Os homenageados este ano são os escritores Millôr Fernandes, Ana Maria Machado e o itaboraiense Heitor Costa, além do compositor Dorival Caymmi. A noite de abertura, para convidados, apresenta, a partir das 18h30, o humorista Reinaldo, que fará uma palestra sobre a influência de Millôr em sua carreira, e  um show com o cantor e compositor Leoni (ex-Kid Abelha). A 21ª Felicita acontece no Clube Vera Gol, em Outeiro das Pedras.

O principal foco da Feira são os estudantes da rede pública de ensino de Itaboraí, para quem são direcionadas as palestras. Já o público em geral terá acesso aos shows no palco principal e aos stands das editoras. Como parte do projeto pedagógico, obras dos autores homenageados foram trabalhadas ao longo do Ano Letivo em todas as unidades escolares e inseridas em pequenas feiras de livros realizadas nas escolas municipais.

A secretária municipal de Educação e Cultura (Semec), Susilaine Duarte, com a equipe da subsecretaria de Educação Integral e Projetos Estratégicos, participou de diversos eventos literários este ano, como a 12ª FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty - e a 23ª Bienal do Livro, em São Paulo. A intenção foi conhecer as estruturas locais e contatar  autores e artistas renomados no cenário literário, visando a realização da 21ª Felicita.

"Nestes eventos, conseguimos fazer contatos com diversos autores e pudemos trazê-los para a nossa Feira do Livro. Esta 21ª Felicita foi planejada pela equipe da Semec e unidades escolares municipais desde janeiro. Assim, conseguimos trazer o melhor do universo literário para o município.  Nosso objetivo é tornar Itaboraí cada vez mais uma cidade leitora, pois quem lê conhece e faz sua história", diz Susilaine.

Ziraldo participará, no dia 20, de dois encontros com os estudantes, durante os quais falará de sua experiência como ilustrador e escritor. Já Bia Bedran apresenta, dia 19, duas sessões de seu espetáculo "Cabeça de vento", um passeio pelo universo sonoro, contemplando literatura, poesia e ludicidade. Já Laura Muller bate "Altos papos sobre sexo" no dia 20, esclarecendo dúvidas da plateia.

Entre os shows, destaca-se o grupo Palavra Cantada, dos músicos Sandra Peres e Paulo Tatit, com criação de novas canções para as crianças brasileiras. Será apresentada, ainda, a peça teatral "Rapunzel" e o espetáculo do Circo de La Costa, primeiro grupo circense do Brasil com temática 100% ambiental. A banda Suricato encerra a Felicita, na noite do dia 20.

Entre as palestras, o ator David Lucas, que trabalhou em novelas e séries como "Malhação", "Divertics" e "Fina Estampa", falará do seu livro, "Tribo Adolescente", lançado em 2012 em parceria com o autor Marcos Ribeiro. Premiada com o 2º lugar no concurso universitário de jornalismo da rede americana CNN, a jornalista Carolina Estrella, autora dos livros "Garota apaixonada em apuros", "Garota apaixonada em férias" e "Garotapop.com", também participa da Felicita. Outro nome de peso da literatura presente ao evento é o de Ilan Brenman, ganhador de diversos prêmios e considerado um dos mais importantes autores de livros infantis do Brasil, traduzidos em vários países.
Dorival Caymmi será tema de uma palestra no dia 19, ministrada por seu filho, o músico Danilo Caymmi. Ele cantará e contará histórias sobre sua família, que inclui os irmãos Nana e Dori, além de sua filha, a cantora Alice, que também se apresenta durante a Feira.

Ao todo, a 21ª Felicita conta com a participação de oito autores, cinco contadores de histórias, quatro companhias de teatro, um grupo circense e dois ilustradores, além de 10 apresentações musicais.
As atividades acontecerão em diversos pontos, simultaneamente. O palco principal abrigará aproximadamente 2 mil pessoas, e é aberto ao público em geral, assim como o corredor literário, que terá stands de livrarias, com obras de diversos gêneros. A programação conta ainda com espetáculos itinerantes, nos quais artistas farão intervenções literárias com o público.
Os espaços denominados de Encontros, Café Literário, Espaço Teen, Contação de Histórias e Histórias que os Tapetes Contam variam de 100 a 300 pessoas por atividade, e são destinados apenas aos estudantes, já previamente cadastrados. Há, ainda, os espaços Kids e Baby, com brinquedos e mediadores de leitura, área de convivência e lanches para alunos da rede municipal.

Alunos autores

Alunos escritores da rede pública de Itaboraí também terão vez na Felicita. No espaço "Eu sou Leitor, Eu sou Autor" será lançado um livro contendo os 25 melhores trabalhos dos estudantes do município que participaram recentemente da Olimpíada da Língua Portuguesa. Entre os jovens autores está Ismael Oliveira, de 13 anos, vencedor da competição e premiado com uma viagem para conhecer a Feira do Livro de Gotemburgo, na Suécia, a partir do dia 25.
Todas as unidades escolares municipais  receberam um bônus-livro no valor de R$ 300 a R$ 600 para a compra de exemplares para as escolas durante a Felicita. Já os alunos da rede municipal serão presenteados com um kit contendo bolsa, squeeze e um livro.

Cerca de 400 profissionais da Semec trabalharão na 21ª Felicita, que contará ainda com a parceria das secretarias municipais de Transportes, Segurança e Defesa Civil, Saúde e Serviços Públicos. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros apoiam o evento.

Confira a programação completa da 21ª Felicita em www.felicita.itaborai.rj.gov.br

Serviço

21ª Felicita - Feira do Livro da Cidade de Itaboraí

Data: 17 a 20 de setembro

Hora:
Dia 17, a partir das 18h30
Dias 18, 19 e 20, das 8h às 21h

Local: Clube Vera Gol - Av. 22 de Maio, 3428, Outeiro das Pedras - Itaboraí

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Fóssil de mamífero pré-histórico começou a ser coletado em Itaboraí


A equipe comandada pela paleontóloga Lilian Bergqvist iniciou, na sexta-feira (29/08), a coleta do fóssil de um xenungulado (Carodnia Vierai), animal de 55 milhões de anos encontrado recentemente no Parque Paleontológico Municipal de São José, em Itaboraí. Ela foi acompanhada pelo subsecretário de Meio Ambiente da Prefeitura, André Pereira, e do gerente do Parque, Luís Otávio Castro, responsável pela descoberta. O grupo conseguiu fragmentar uma grande rocha na qual se encontram encravadas partes do animal.

Na segunda-feira (01/09), a equipe deu prosseguimento às atividades, quando parte do material já pode  ser enviado para estudo no Laboratório de Macrofósseis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"Esse achado é de grande importância para a ciência, mas também para o Parque, que ganha cada vez mais visibilidade, possibilitando a busca por novos parceiros para nos ajudarem a investir em melhorias e na preservação da área, democratizando o espaço para toda a população", disse Pereira.

Lilian Bergqvist estuda a área há 20 anos, e ressaltou que o trabalho é feito com bastante critério e cuidado, para que nada seja perdido.

"Após a coleta, vamos iniciar os estudos laboratoriais para reafirmar a espécie, que já sabemos que se trata do Carodnia Vierai. Em seguida, vamos registrar tudo o que identificarmos, baseados na literatura já existente e na morfologia dos animais atuais, como a comparação que pudemos realizar com a anta, embora não seja uma parente", disse Bergqvist.

Após os estudos no Laboratório, que já conta com uma réplica do esqueleto de um xenungulado montada por Bergqvist, os fósseis serão tombados para, posteriormente, retornarem ao Parque de São José, onde permanecerão para observação pública.

"Sou nascido e criado aqui e é um privilégio inestimável ter encontrado esse fóssil. Isso só demonstra o grande potencial científico que tem o nosso parque. E me dá muito prazer ver o crescimento do interesse da população local pela história. Vejo hoje muitas crianças passando por aqui e dizendo que, quando crescerem, sonham em ser geólogas ou biólogas", disse Luis Otávio Castro.

No Parque já foram encontradas diversas outras espécies. A arqueóloga Maria Beltrão, que dirige o Parque Paleontológico de Itaboraí, estima que a região abrigue um fóssil humano, ainda a ser encontrado, de cerca de 2 milhões de anos, cuja descoberta mudaria a história da ocupação da Américas.

O Carodna Vierai é o maior mamífero do Paleoceno já descoberto, medindo cerca de 2,5 metros de comprimento por 1 de altura. Seu peso é estimado em mais de 400kg. A comparação com a anta se dá devido ao seu tamanho e formato do corpo semelhantes a ela. Seu parente mais próximo já encontrado é o Carodnia Feruglioi, um pouco menor, que habitava a região da Patagônia argentina.

O Parque Paleontológico de São José

Em 1928, um fazendeiro achou pedaços de rocha que considerou interessantes. Levou para análise e descobriu que se tratava de calcário. Com isso, a área foi vendida para a Companhia Nacional de Cimento Mauá, que aproveitou o material na construção da Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói) e do Estádio Mário Filho (Maracanã). A fábrica foi visitada por grandes personalidades, incluindo alguns presidentes da república, sendo considerada uma das experiências mais bem-sucedidas de fabricação de cimento no país.

Com a exploração mineral, descobriram-se vestígios arqueológicos. E quando o calcário terminou, em 1984, restou uma depressão de 70 metros, que foi progressivamente coberta com água da chuva e de veios subterrâneos, erguendo um grande lago. Seis anos depois, em 1990, a Prefeitura Municipal de Itaboraí declarou a área de utilidade pública, através de um processo de desapropriação. Com isto, em 1995, nascia o Parque Paleontológico de São José, eleito pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (Sigep), órgão ligado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), um dos patrimônios da humanidade.

No Parque já foram descobertos fósseis de diversos mamíferos, gastrópodes, répteis e anfíbios, se destacando o tatu mais antigo do mundo e o ancestral das emas. Ambos do Paleoceno, datados de cerca de 55 milhões de anos. Foram achados, também, fósseis de preguiça gigante e mastodonte, da Idade Pleistocênica (aproximadamente 20 mil anos). Também foram encontrados restos arqueológicos, evidenciando a presença do homem pré-histórico no local.

Maior mamífero do Paleoceno é encontrado em Itaboraí



Pesquisadores encontraram, recentemente, no Parque Paleontológico de São José, em Itaboraí, o fóssil de um xenungulado (Carodnia Vieirai). O animal, com corpo e tamanho semelhantes ao de uma anta, viveu na época da formação da Bacia de Itaboraí há cerca de 55 milhões de anos, e é o maior mamífero do período Paleoceno já localizado na América do Sul.

Estiveram no local para  resgate do fóssil  a paleontóloga  Lilian Bergqvist, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e sua equipe, além do subsecretário municipal de Meio Ambiente de Itaboraí, André Pereira, e o gerente do Parque, o biólogo Luís Otávio Castro, responsável pela descoberta.

Pelo fato de os ossos se encontrarem em um calcário muito duro, será preciso que sejam desmembrados da rocha apenas no Laboratório de Preparação de Macrofósseis, da UFRJ, para onde será levado o material. No local, que já conta com uma réplica do esqueleto montada por Bergqvist, eles serão tombados para, posteriormente, retornarem ao Parque de São José, onde permanecerão para observação pública.

"Percorrendo a Trilha do Pescador, em uma atividade de rotina, avistei uma rocha na qual notei algo diferente. Quando me aproximei, vi que se tratava de um fóssil, e logo entrei em contato com a Lilian Bergqvist, que é a profissional de referência que temos para fazer esse tipo de estudo por aqui", disse Luis Otávio, que no momento da descoberta estava acompanhado do professor Emiliano Oliveira, pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Apesar da similaridade morfológica com a anta atual, o Carodnia Vieirai não tem parentesco com o animal. Primo do argentino Carodnia Feruglioi, estima-se que o Vieirai habitava exclusivamente as redondezas da região de Itaboraí.

"Esse achado é de grande importância para a paleontologia, e também para o Parque Paleontológico de Itaboraí, mostrando que a Bacia deve ser valorizada pela população, como já é pelos estudiosos. Isso também nos estimula ainda mais a continuar abrindo trilhas e clareiras para seguir na busca por mais descobertas, sempre em equilíbrio com a preservação ambiental. Para isto, fazemos as escavações apenas em blocos rolados, não comprometendo a integridade dos afloramentos remanescentes", disse Lilian Bergqvist, que atua no local desde 1994.



O Parque Paleontológico de São José

O Parque Paleontológico de São José é gerido pela Prefeitura, e tem como diretora a arqueóloga Maria Beltrão, que estima existir no local um fóssil humano cujo possível achado mudaria a história da ocupação das Américas. No Parque já foram descobertos fósseis de diversos mamíferos, gastrópodes, répteis e anfíbios, se destacando o tatu mais antigo do mundo e o ancestral das emas, ambos do período Paleoceno. Foram achados, também, fósseis de preguiça gigante e mastodonte, da Idade Pleistocênica (aproximadamente 20 mil anos). Também foram encontrados restos arqueológicos, evidenciando a presença do homem pré-histórico no local.

A história

Em 1928, um fazendeiro achou pedaços de rocha que considerou interessantes. Levou para análise e descobriu que se tratava de calcário. Com isso, a área onde hoje é o Parque Paleontológico  foi vendida para a Companhia Nacional de Cimento Mauá, que aproveitou o material na construção da Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói) e do Estádio Mário Filho (Maracanã).

Com a exploração mineral, descobriram-se vestígios arqueológicos. E quando o calcário terminou, em 1984, restou uma depressão de 70 metros, que foi progressivamente coberta com água da chuva e de veios subterrâneos, erguendo um grande lago. Seis anos depois, em 1990, a Prefeitura Municipal de Itaboraí declarou a área de utilidade pública, através de um processo de desapropriação. Com isto, em 1995, nascia o Parque Paleontológico de São José, eleito pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (Sigep), órgão ligado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), um dos patrimônios da humanidade.

Itaboraí recebe Praça da Ciência Itinerante


A secretaria municipal de Educação e Cultura, em conjunto com a pasta da Saúde, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), realizou  na quadra poliesportiva da Escola Municipal José Ferreira, em Parque Aurora, Itambi, o projeto Praça da Ciência Itinerante, evento promovido pela Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj). A ação gratuita aconteceu até  sexta-feira (29).

Com o tema "Educar para e através da Ciência", o evento é destinado aos alunos da escola e estudantes de outras 26 unidades escolares municipais inseridas no PSE. Sob orientação de aproximadamente 10 profissionais, entre professores de Biologia, Matemática, Química, Física e Artes, os alunos puderam observar, manusear e realizar experimentos. Além da exibição do planetário inflável, onde os estudantes visualizaram os planetas, constelações e informações sobre o universo.

Para os coordenadores do PSE Antônio Edésio Almeida e Caroline Carmo Fagundes, o objetivo desta programação é aproximar os alunos aos conhecimentos científicos, nas áreas de saúde, sexualidade e conhecimentos astronômicos, dentre outros.

“Convidamos alunos do Ensino Fundamental I e II das 26 escolas onde estamos inseridos por meio do PSE. O programa trabalha na concepção de saúde preventiva, praticando avaliações no âmbito alimentar, visão, saúde reprodutiva, cultura de paz, relacionamento e outras ações”, frisou Antônio Edésio.

Dentre os experimentos, estava o conhecimento científico contido na bolha de sabão, geração de energia e manuseio de microscópio. E ainda as informações de como calcular a frequencia cardíaca, o Índice de Massa Corporal (IMC), medição do comprimento do pé e cálculo do número do sapato e outros.

Segundo a coordenadora da Praça da Ciência Itinerante, Oneida Enne, o projeto existe desde 1994 e já percorreu todos os municípios do Estado do Rio de Janeiro, e em sua maioria, mais de uma vez. A novidade do projeto é o treinamento dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da própria escola para atuar como mediadores colaboradores na ação.

“Na parte da manhã os estudantes receberam uma breve capacitação, com informação do conteúdo científico de cada equipamento e kits experimentais. E assim, tornaram-se colaboradores junto ao profissional, ajudando na explicação para outros alunos. Acreditamos que esta ação ajuda a despertar a ciência no aluno, tornando-a mais próxima do dia a dia deles”, comentou Oneida.

Um dos mediadores capacitados foi o estudante Maurício de Lima, 14 anos, que auxiliou os participantes quanto ao consumo de energia e luminosidade.

“É a primeira vez que vejo e participo de um evento deste. Em princípio, eu não queria ser colaborador, mas logo mudei de ideia, após receber o treinamento e ver a estrutura. Logo interessei-me e estou adorando”, disse Maurício.

Empolgada com tudo que viu e participou a estudante Thalita Xavier, 15 anos, não sabia dizer qual atividade achou mais interessante. Mas frisou o planetário como algo que tinha curiosidade de conhecer.

“Eu gostei de tudo e me surpreendi com tantas coisas legais”.

O diretor geral da escola, Adilson Alves, destacou a importância de a instituição ser escolhida para receber a Praça da Ciência Itinerante.

“Os alunos precisam deste tipo de conhecimento, algo diferente do que é visto em sala de aula. Quero agradecer ainda o empenho da Prefeitura e Secretaria de Educação que nos presentearam com esta quadra poliesportiva. Assim a escola pode realizar eventos e receber outros como este”, ressaltou Adilson.

Praça da Ciência Itinerante

O projeto insere-se na perspectiva de facilitar a reflexão e o acesso ao saber científico através da experimentação e criação. E possibilita o intercâmbio entre a produção do conhecimento da ciência e professores, estudantes e público em geral.

Itaboraí realiza 1° Encontro de Supervisores Educacionais

A Prefeitura de Itaboraí promoveu  o 1° Encontro de Supervisores Educacionais do município.

O evento contou com aproximadamente 100 profissionais, entre supervisores educacionais e de gestão, e coordenadores pedagógicos, que apreciaram a palestra “O Papel do Supervisor Educacional e a Ética Profissional no Sistema de Ensino”, ministrada pelos professores especialistas da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jorge Najjar e Renata Fermam.

Segundo a subsecretária municipal de Ensino, Dilcelene Quintanilha, o supervisor educacional é um articulador do processo ensino-aprendizagem no âmbito escolar e principalmente um sujeito mediador entre as unidades escolares e a Secretaria de Educação e Cultura (Semec).

“Acreditamos ser um trabalho coletivo, no qual temos que construir juntos uma Educação que se destaca, assim como vem acontecendo em Itaboraí. Sou grata aos antigos e os recém-chegados”, frisou DIlcelene.

O professor Jorge Najjar, com 20 anos de magistério na UFF, destacou sua alegria em participar do evento e reencontrar tantas pessoas, inclusive ex-alunos.

“Agradeço pelo convite. Fico feliz em ver uma comemoração do dia do supervisor realizado com tanto cuidado. Sempre escuto muitos elogios em relação à Política Pública de Educação em Itaboraí, e pelo que vejo são válidos, parabéns a todos”, elogiou Najjar.

Segundo a coordenadora da Supervisão Educacional, Márcia Nunes, na década de 70 surgiu o primeiro grupo de supervisores educacionais no município de Itaboraí, que passou a exercer um papel político, pedagógico e de liderança no espaço escolar.

“Inúmeras foram as conquistas ao longo destes anos. Uma das mais recentes foi a ampliação do quadro de supervisores, com a realização do concurso público em 2011, tendo como objetivo a valorização deste profissional e o atendimento às unidades escolares”, disse Márcia.

Quem também aprovou o evento foi a supervisora educacional de três unidades escolares do Centro, Aldicea Teixeira, 51 anos, sendo 32 deles dedicados a rede municipal de ensino de Itaboraí.

“Este encontro serviu para fortalecer ainda mais o nosso grupo. A palestra foi maravilhosa e frisou o diálogo, que muita das vezes é distanciado entre professores, alunos e outros. Nosso papel como supervisor é orientar, acompanhar e avaliar o funcionamento pedagógico e administrativos das unidades escolares. Nos sentimos valorizados”, ressaltou Aldicea, que por gostar do que faz ainda não pensa em se aposentar.

O evento contou ainda com a apresentação do grupo de dança “Adorarte” – formado por quatro funcionárias que atuam nas escolas municipais e que já foram alunas da rede de ensino, além da Banda Municipal. Os participantes receberam pasta, com bloco e caneta, camisa personalizada do encontro e certificado de participação.

Mais ossos de animais pré-históricos encontrados em Itaboraí



Fóssil de 55 milhões de anos é levado para estudos na UFRJ
Além do ossos de um xenungulado (Carodnia Vierai) de 55 milhões de anos, mais dois fósseis da mesma idade foram encontrados em Itaboraí no primeiro semestre deste ano. Tratam-se de duas mandíbulas de astrapotérios, mamiferos que também habitavam a Bacia de São José. Todo o material foi levado, na quinta-feira, para o Laboratório de Macrofósseis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  Ao todo, foram encaminhados dez pedaços de rocha onde estão presos os ossos dos animais. O material foi transportado por um veículo da Prefeitura de Itaboraí, acompanhado pelo biólogo Luis Otávio Castro, gerente do Parque.

A paleontóloga Lílian Bergqvista, da UFRJ, que comanda os estudos do xenungulado, ressalta a importância do Parque Paleontológico.

"Foram três achados importantes em apenas seis meses, o que mostra o potencial e a importância do Parque Paleontológico de Itaboraí", ressalta Lílian Bergqvist. "Agora, vamos começar o trabalho de extração dos ossos da rocha, que é feita de um calcário muito duro. Precisaremos de algumas semanas para concluir essa parte".

Após a extração, o fóssil do xenungulado será estudado de forma minuciosa, até ser catalogado e devolvido ao Parque Paleontológico, onde permanecerá em exposição. A intenção de Lílian Bergqvist é a de que o material retorne ao Parque antes da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorre de 13 a 19 de outubro.

Além de gerente do Parque Paleontológico, Luis Otávio Castro é o guia responsável por receber as pessoas interessadas em visitar o local, por meio de um agendamento prévio.

"O Parque está aberto à visitação, inclusive nos fins de semana. Mas as visitas precisam ser guiadas, devido à importância de se preservar as formações rochosas que podem conter mais fósseis", lembra Luis Otávio.

As visitas ao Parque podem ser agendadas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone 3639-1918.

Parque Paleontológico de Itaboraí foi alvo de exploradores de minério por mais de 50 anos

Prefeitura busca apoio para transformar local em ponto de turismo científico

Verdadeiro tesouro arqueológico e paleontológico da humanidade - nas palavras da especialista em sítios arqueológicos Maria Beltrão - o Parque Paleontológico municipal de Itaboraí foi, até a década de 80, explorado por uma fábrica de cimento, a Companhia Nacional de Cimento Mauá. O material (calcário) extraído do lugar ajudou a mineradora a erguer a Ponte Presidente Costa e Silva (ponte Rio- Niterói) e o estádio Mário Filho (Maracanã).

Recentemente, a Prefeitura iniciou um trabalho para fazer da área um ponto não apenas de pesquisa mas também de turismo científico. O primeiro passo foi convidar a arqueóloga Maria Beltrão para assumir a direção da unidade. Em dezembro passado, ela e o prefeito Helil Cardozo apresentaram um projeto de recuperação da área à mineradora responsável pela exploração de calcário no local de 1928 até o início da década de 80. Na ocasião,a empresa se comprometeu a recuperar a área degradada. A Petrobras, que constrói na cidade o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), também já foi procurada.

Paralelamente à busca por recursos junto à iniciativa privada para investimentos no parque, a Prefeitura está promovendo a manutenção e construção de novas trilhas e decks de observação, e incentivando a visitação pública. O que antes era privilégio apenas cientistas, hoje está à disposição dos visitantes. Qualquer pessoa pode agendar uma visita guiada ao local pelo telefone da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (021) 3639-1908, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17 h.

“Nossa intenção sempre foi a de preservar o parque para que seja explorado adequadamente e de maneira sustentável por cientistas, além de transformá-lo em ponto de visitação. Muita gente vive em Itaboraí e não conhece esse tesouro natural”, comenta o prefeito Helil Cardozo.

Diversos animais pré-históricos já foram encontrados no Parque  Paleontológico

Além da recente descoberta, ossos de outros animais pré-históricos já foram localizados na área. Fósseis de diversos mamíferos, gastrópodes, répteis e anfíbios, entre eles o tatu mais antigo do mundo e o ancestral das emas, ambos do período Paleoceno. Foram achados, também, fósseis de preguiça gigante e mastodonte, da Idade Pleistocênica (aproximadamente 20 mil anos). Também foram encontrados restos arqueológicos, evidenciando a presença do homem pré-histórico no local.

Diretora do Parque desde 2013, a arqueóloga Maria Beltrão, uma das mais respeitadas do Brasil e reconhecida mundialmente, realiza pesquisas na região há mais de quatro décadas, e acredita na existência, no local, de um crânio humano datado de cerca de 2 milhões de anos. Se encontrado, o exemplar causaria uma reviravolta na história contada hoje a respeito da ocupação do continente americano.

Maria Beltrão lembra, ainda, que o Parque é o único sítio do planeta onde pode se fazer uma escala evolutiva de artefatos líticos (ferramentas utilizadas pelo homem pré-histórico), com a existência de buris, lascas levallois, raspadores e perfuradores. A arqueóloga aguarda autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para iniciar pesquisas nas quais há chances de ser encontrado o esqueleto humano mais antigo da América.

Em 1990, a área do Parque Paleontológico foi desapropriada pela Prefeitura de Itaboraí que a declarou de utilidade pública. Com isso, em 1995, nasceu o Parque Municipal Paleontológico de São José, eleito pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (Sigep), órgão ligado à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), um dos patrimônios da humanidade.

O Parque, localizado na Região Metropolitana do Rio, distante cerca de 60 km da Capital fluminense,  compreende uma área por volta de 100 mil metros quadrados, na Bacia de São José.

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